segunda-feira, 7 de março de 2011

Entrevista ao IMA

IMA Novos Colaborador
Seg, 22 de Março de 2010
Jilvan Batista
Setor
: Assessoria de Comunicação
Ramal: 71214
Função desempenhada: Estagiário de Jornalismo
Por Maria DUCARMO
Entrevista

( IMA)Qual é o seu perfil profissional?

( JILVAN)Vamos lá, ter atitude é 80% do meu diferencial no trabalho. Ter atitude de querer mudar, ter atitude de reconhecer deficiências, ter atitude de ser humilde e reconhecer que precisa de ajuda, ter atitude para falar: “Não sei”. Com grande experiência em relacionamentos interpessais, sou um profissional naquilo que me é proposto, graduando em Jornalismo pela faculdade UNIBAHIA, acurado, criativo, responsável, ágil, organizado, flexível, pontual, dinâmico e disposto a enfrentar novos desafios.

(IMA)Quais as expectativas para o novo trabalho? É difícil para quem quer se profissionalizar e ter “coragem” para falar “Não sei”. "Não sei" não é sinal de incompetência. Pelo contrário, é sinal de maturidade. Se não sei, reconheço e vou buscar o conhecimento.

O que é Antropologia?

ANTROPOLOGIA

Em algumas palavras descrevo um patrimônio HUMANO eterno detentora de uma Personalidade de base estruturada na contemporanidade

Em outras, uma sensação de proteção, que causa e cria a cultura como hierarquia
Às vezes determinação, uma força vinda da tua etnografia, um laço eterno que nos envolvem, cresce e irradia

ciência da humanidade considerada natural, se criarem um Apartheid no aspecto Cultural, estabelece como ciência social

Não basta apenas expor trabalho, emotivar ou ser racional pode até cometer engano...

Eis que surgem do impacto das relações sociais sobre o comportamento humano
Ser distinto, oportuno e fora do comum, ah!Ser destaque na consciência nos parâmetros sociais

Vejo-lhe como percussora, uma conselheiraO que integra a existência, uma rocha
Se todos compreendessem a tua hegemonia, a uniram História, Psicologia, Arqueologia, Filosofia, Economia, Estatística e Sociologia

Trocariam o conceito de mundo por enumeras concepçõesEntão o braço do todo poderoso não pesaria sobre as nações.
O labirinto Eis um mar, a vontade de nadar
Há nas estrelas a vontade de brilhar
A vida, a incerteza, a morte, a gentileza
A dona da hora, incógnita, surpresa
Quem seguir viverá?
Mas o escuro, a luz, a impureza
Todos sonham em alcançar
Serás verdade, quem disse Não afirma, nem nos remete Nem tem coragem de ir lá
Eu vir, você virá?
Mas o caminho que seguir...
Venha... Venha!!! Entre, navegue, leia-o
Eu sou o visto, Sou a letra, sou símbolo
Deixo de ser o labirintoSe você me consultarVem comigo!
SOU LIVRO, sou o conto, A aventura, sou insosso, Sou mistura, sou a criatura Até posso levitar... Quero ir, estou indo, no paraíso Mais lindo...
Sou teu, sou meu Sou de todo mundo...
Sou o livro.


Jilvan Batista

Mataram a Escola Pública

ENROLAR, ESTUDAR E VAZAR (RÉPLICA)

Rapaz, ela abriu-se toda que se desvalorizou.
È um tal de mete e tira se não fede sai mentira.
Escola hoje é piriguete, alguém já pegou.
Conceito, até o seu nome esquece

ela nunca dá sozinha
Mas todos a chamam de inha
Talvez, meu amigo, este coração precise de um marcapasso porque diante de tantas reformas ortográficas
Só este que não passa

A pressa que formou o professor
E que venham as metas!
Topo elas e faço festa

Quem és tu diante de tanta modesta pra dizer:
Só é professor aquele que protesta?
Estas palavras são mágicas, mas ninguém nunca ligou
Só perdem para o humor que, todavia, já:
Assassinou, enducou e formalizou... Qual então a controvérsia?

Se tudo que temos condena-se o passado
De quem pensa e as ler de esquerda, não se emenda
Quem empresta não presta!
Saia deste dilema, pra que tanta tema?
Esta discussão Planserve uma ponte safena

Professor, serei quando assegurarem o direito ao gay
Quando o pobre for conclamado a rei
Quando o preto e o negro forem os mesmos
Quando no dia 15 do mês 10 eu ainda tenha pés
Para sair do vermelho

Mas se num movimento grevista, à força da justiça
Fazei dos meus olhos senhor:
A luz dos 5% um piscapisca
Assim, cumprirei à premissa
Esperando a LER (Lesão do Esforço Repetitivo) chegar
Enrolar, estudar e vazar!
JILVAN BATISTA

segunda-feira, 26 de julho de 2010

LÍNGUA BRASILEIRA

Nossa Língua BRASILEIRA

LÍNGUA, escrava do Português, modificada por estado, variações todo ano e por toda idade, concebeu do Latim na Lapa, - prostituída, cafetina, chula nos dedos dos Italianos, valorizada, até ganhou uma aliança, empenhada e os dentes em petição de miséria.
Mas vem a GT pra tirar essa Língua da Miséria. Ah! Que caso de língua, instalou-a num sobrado no Santo Inácio, pagou médico, dentista, manicura... Dava tudo quanto ela queria.
Quando a Língua se apanhou de boca bonita, arranjou logo um macho! O Português!O brasileiro não queria escândalo. Podia dar uma surra, um tiro, uma facada. Não fez nada disso:
Aceitou a reforma em casa.Vivera anos assim.
Toda vez que a Gíria arranjava uma nova linguada, a Mardita mudava de casa.Os amantes moraram em Esplanada, Roraima, Caitité, Rios das Pedras, Alagoinhas, Ribeira,Bom Jesus da Lapa, Morro do Chapéu, Rua do Quiriris, Niterói, Jeremuabo, João Pessoa, outra vez no Santo Inácio, Todos os Santos, São Paulo, Boca do Rio, Londrina, Boca da Mata, Inválidos...
Por fim na Rua da Compreensão, onde os brasileiros, privados de sentidos e de inteligência, mataram-na com a Literatura, e as outras línguas foram encontrá-la caída em decúbito variacional, vestida de doméstica, ás vezes de terno unificado, comeu até adevogado, respeitado de Norte ao sul.


LÍNGUA BRASILEIRA UM CASO DE AMOR
JILVAN BATISTA

VOCÊ SABE LÊ?

LER QUANDO SE SABE *JILVAN BATISTA


Você sabe ler?
Sei! Depende do quê
Ler o quê?
O que já foi lido?
Me poupe!
Se tudo que leio alguém já leu
E se não leu, eu não ligo
A leitura só é boa assim
Se estiver Assis, Lispector, Leminski
Às vezes tem até pai
Mas quando leio me sinto corrompido
Pode ser Bandeira, Drummond, Pessoa,
Neruda, Quintana ou Vinícius
O que fazer se o pai tiver morrido?
Fico em cima do muro digo que já li
Mesmo que não tenha lido
Tem gente lendo atrás do muro
Mas foi assim que li Casmurro
Porque de Dom não tinha nada
Nem Escobar na parada
Capitu adultério ou adulterada?
Sei lá, na hipótese chamai-vos Mário
Machado pode até ressuscitar
Mas morrerá de medo ao ver Alencar
Coragem até me faltaria
Pra escrever uma boa biografia sua
Que ainda reserva mistério na vossa Literatura



JILVAN BATISTA

Diálogo morfológico do Português
Quem sou eu?

I-Eu sou o cara! Eu que dou nome a tudo e até posso variar: sou macho, sou mulher, sou único, sou vários, sou vasto, viu?Aumento e diminuo. Ah, antes que me esqueça, depois de tanta pluralidade, sou comum, sou particular, por isso sou número,me ligue,serei seu singular!

II- Tu tiras muita onda não é cara? Precedo antes do teu nome, posso até não ser obrigatório se o uso for diante da maioria dos caras, quando aparece um tal de Zé determinante posso ser substituído num só instante. Mas sem mim tu nem sabes o que tu és não sabes se homem ou se és mulher.

Que nada Mané, sem mim tu não passas de uma vogal, se muito chegar é um numeral!

III- Que nada bicho feio, comigo tu ficas no meio! Sou gênero, sou número, sou pessoa, te acompanho ou represento numa boa, posso te servir para te apontar uma das três pessoas, te discursar ou situar no espaço e no tempo, portanto o cara sou eu,lamento!

IV- Isso mesmo meu amigo! Esse cara tira onda, mas sem mim não tem prestígio. Tenho qualidade, defeito, origem, estado do ser. Sou comparativo, superlativo, absoluto, relativo ou analítico. Sou ótimo, erudito; boníssimo, popular se tu falas que ele tem que ficar “Mais bom”? Rapaz eu grito, Alto lá, ele tem que Melhorar!

V -È, mas se tem alguém aqui dono de coisa sou eu! Sou dono das tuas ações, sou governador dos estados, eu sou fenômeno natural, mas numa forma posso ser constituído por desinência,se tema,sou radical e sou vogal, não me leva a mal!

VI- Êpa, êpa! Mas não tire muita onda também querendo ganhar no grito,te Modifico , acrescento-lhe determinadas circunstâncias de tempo, de modo, de intensidade, de lugar, por isso sou invariável, ás vezes redundante, aqui eu sou bonito!

VII- Rapaz é bom parar com esse papo de autovaliação!Sou eu que quantifico, determino um número exato referente aos seres ou objetos aos quais se referem numa enunciação, portanto deixa de disso, vocês estão todos na minha mão.

VIII- Cheguei e vou acabar com essa zona num instante. Sou gostosa, dona emoções, dona das sensações, dos estados de espírito, aquela que procura agir sobre o interlocutor, levando-o a adotar certo comportamento. Agora, me diz,sou ou não sou provocante?

IX- Gostosa aqui sou eu! Sou invariável ligo logo é dois termos! Tornando os semelhantes em uma mesma oração. Mas, se espalhar: Junto simultaneamente as partes de um todo. Sou coordenadora e subordinadora.

X- Gostosa?! Sai pra lá sua subordinadora, coordenada sindética! A gostosa, invariável, ligadora de duas outras aqui sou eu. Não tenho duas caras, suborno uma à outra, mas deixo claro na minha locução. Não sou como você, sua conjuntiva. Comigo se tem acordo, combinação e até contração.

Jilvan Batista.


Respostas:

I- SUBSTANTIVO
II- ARTIGO- SUBSTANTIVO
III- PRONOME
IV- ADJETIVO
V- VERBO
VI- ADVÉRBIO
VII- NUMERAL
VIII- INTERJEIÇÃO
IX- CONJUNÇÃO
X- PREPOSIÇÃO